Pular para o conteúdo
Viviane Pedrosa, psicóloga
<!-- RASCUNHO PARA REVISÃO DE VIVIANE PEDROSA. Não publicar sem revisão clínica. -->

Terapia para crises existenciais e busca de sentido

A terapia para crises existenciais acompanha quem está questionando as próprias escolhas, sentindo que perdeu o sentido do que faz ou que vive uma vida que não parece sua.

Viviane Pedrosa, psicóloga CRP 09/014601, atende crianças, adolescentes e adultos em Goiânia e online, em sessões de 50 minutos, com escuta de orientação psicanalítica.

Como isso costuma aparecer

Raramente alguém chega dizendo que está em crise existencial. Chega dizendo outras coisas:

  • que está cansada de um jeito que dormir não resolve;
  • que faz tudo certo e mesmo assim não sente o que deveria sentir;
  • que olha a própria vida de fora e não reconhece as escolhas como suas;
  • que sente uma angústia sem causa aparente, sem nada de errado acontecendo;
  • que perdeu o interesse por coisas que antes ocupavam o dia;
  • que tem a impressão de estar cumprindo tarefas, não vivendo.

Esse desconforto costuma vir com uma dificuldade a mais: não há um fato para apontar. Quando alguém pergunta o que houve, não há resposta pronta, e é comum que a própria pessoa conclua que não tem direito de se queixar.

Não é frescura, e não é falta de gratidão

Vale ser direta aqui, porque essa é a frase que mais silencia esse tipo de sofrimento.

A crise de sentido não depende de circunstâncias ruins. Ela aparece com frequência exatamente quando as circunstâncias melhoraram: depois da promoção, da casa comprada, do casamento estável, do objetivo alcançado. Alcançar o que se buscava e não sentir o que se esperava sentir é uma experiência específica.

Ter uma vida que funciona não protege ninguém da pergunta sobre para que ela serve. E responder a essa pergunta com uma lista do que você deveria estar agradecendo costuma piorar, porque acrescenta culpa a algo que já era difícil de nomear.

Como isso aparece em cada fase da vida

Nos vinte e poucos anos

Costuma tomar a forma da dúvida sobre o caminho escolhido cedo demais: o curso, a carreira, a cidade. A comparação com outras pessoas da mesma idade tem peso grande aqui, e o excesso de possibilidades tende a paralisar em vez de libertar.

Perto dos trinta e quarenta

Aparece como balanço. A vida já tem forma, e a pergunta passa a ser se dá tempo de mudar. É a fase em que a distância entre o que se projetou e o que se construiu fica mais visível, e em que muitas pessoas descobrem que estavam perseguindo um objetivo que nunca chegaram a escolher.

Na meia-idade

O tempo passa a ser contado de outra forma: não pelo que já se viveu, mas pelo que resta. Costuma vir junto com outras passagens, como os filhos saindo de casa ou a doença dos pais. Sobre essas mudanças de arranjo, veja terapia para transições de vida.

Depois da aposentadoria

Quando a estrutura do trabalho sai, o que ela sustentava fica exposto. A pergunta sobre o próprio lugar volta, agora sem o argumento da produtividade para respondê-la.

A angústia como pergunta, não como defeito

A angústia sem causa aparente costuma ser tratada como um erro a ser eliminado. Na escuta psicanalítica ela é lida de outro jeito: como um sinal de que alguma coisa na sua vida deixou de coincidir com o seu desejo.

Isso não quer dizer que a angústia seja boa nem que se deva sofrer para crescer. Quer dizer que suprimi-la sem entendê-la costuma fazer com que ela retorne por outro caminho.

Como a psicanálise trabalha essas questões

Não existe aqui um método para descobrir o seu propósito, e desconfie de quem ofereça isso. O trabalho é mais lento e mais concreto.

  1. Investigar de onde vieram os seus critérios. Toda pessoa carrega uma ideia de vida certa, aprendida antes de poder escolher. Boa parte da crise de sentido é o atrito entre essa herança e o que você quer de fato.
  2. Separar o seu desejo do desejo dos outros. Muita gente descobre, no processo, que a vida que construiu respondia a uma expectativa familiar que nunca foi dita em voz alta.
  3. Escutar o que se repete. As mesmas escolhas retornam em contextos diferentes. Perceber esse padrão é o que abre a possibilidade de fazer diferente.
  4. Sustentar a pergunta sem forçar uma resposta. Parte do trabalho é não fechar a questão rápido demais com uma decisão que só serve para aliviar o desconforto.

O objetivo não é chegar a uma frase que explique a sua vida. É que as suas escolhas voltem a ser reconhecíveis como suas.

Quando isso pede outro tipo de atenção

Questionar o sentido da vida não é o mesmo que não querer viver. A diferença importa.

Se a falta de sentido se estendeu a tudo por meses, se o sono, o apetite e a capacidade de trabalhar seguem comprometidos, ou se aparecem pensamentos de morrer, isso pede avaliação e, muitas vezes, acompanhamento conjunto com psiquiatra. Não é sinal de gravidade da sua parte, é sinal de que o quadro merece mais de um recurso.

Onde acontece o atendimento

No consultório do Alto da Glória, em Goiânia, com vagas presenciais limitadas, e online por videochamada para todo o Brasil, conforme a Resolução CFP nº 11/2018. Se quiser saber como é o primeiro encontro antes de decidir, veja como é a primeira sessão.

Perguntas frequentes

O que é uma crise existencial?

É um período em que as respostas que sustentavam a sua vida param de servir. As escolhas feitas passam a ser questionadas, o sentido do que você faz fica opaco e aparece a sensação de estar vivendo uma vida que não é bem a sua.

Isso é frescura de quem tem a vida resolvida?

Não. A crise de sentido não depende de ter ou não ter problemas concretos, e ela costuma aparecer justamente quando os problemas concretos foram resolvidos. Ter conquistado o que se buscava e não sentir o que se esperava sentir é uma experiência específica, e não é ingratidão.

Como a psicanálise trabalha essas questões?

Ela não oferece um sentido pronto nem um método para encontrá-lo. O trabalho é investigar de onde vieram os seus critérios de vida certa, o que neles é seu e o que foi herdado, e o que o seu desejo vem dizendo por meio do desconforto.

Quando isso deixa de ser uma crise e vira um quadro clínico?

Quando a falta de sentido se estende a tudo por meses, quando o sono, o apetite e a capacidade de trabalhar ficam comprometidos de forma continuada, ou quando surgem pensamentos de morrer. Nesse último caso, procure ajuda hoje mesmo.

Leia também

Para agendar uma sessão

O primeiro contato é por WhatsApp. Você conta em poucas linhas o que está buscando e combinamos um horário. Atendimento presencial em Goiânia e online para todo o Brasil.

Viviane Ferreira Pedrosa, psicóloga CRP-09/014601, Goiânia/GO. Também por e-mail: contato@vivianepedrosa.com.