Terapia para transições de vida e mudanças profundas
A terapia para transições de vida acompanha quem está mudando de fase: de carreira, de cidade, de país, de relação ou de lugar na família.
Viviane Pedrosa, psicóloga CRP 09/014601, atende crianças, adolescentes e adultos em Goiânia e online, em sessões de 50 minutos. O trabalho é sobre quem você está se tornando na travessia.
Que mudanças entram aqui
Transição é qualquer passagem que desmonta um arranjo de vida e exige montar outro. As mais frequentes no consultório:
- Mudança de carreira. Sair de uma área construída por anos, abrir o próprio negócio, aceitar uma promoção que muda a rotina inteira, ou ser desligada de um emprego que organizava o seu dia.
- Mudança de cidade ou de país. A troca de endereço vem acompanhada da perda da rede de apoio, das referências e da facilidade de circular por um lugar conhecido.
- Filhos saindo de casa. O ninho vazio reorganiza a casa, a rotina e, com frequência, a relação do casal, que volta a ficar a sós depois de muitos anos.
- Aposentadoria. Junto com o trabalho, sai também uma identidade, uma estrutura de horários e um lugar social.
- Maternidade. A chegada de um filho é uma das transições mais intensas, e conviver com ambivalência nesse período é comum, ainda que pouco dito.
- Virada de década. Os trinta, os quarenta, os cinquenta costumam funcionar como marcos que forçam um balanço.
- Fim ou começo de um ciclo afetivo. Sobre o fim de uma relação em específico, veja terapia para separação e divórcio.
Por que transições desestabilizam mesmo quando são escolhidas?
Essa é a pergunta que mais aparece, e quase sempre acompanhada de culpa: você conseguiu o que queria, então por que não está bem.
Três razões costumam estar envolvidas.
Primeira: toda mudança contém uma perda. Ao ganhar a vida nova, você perde a antiga, inclusive as partes ruins que eram conhecidas e, por isso, previsíveis. Perder o previsível cansa.
Segunda: some a referência de si. Boa parte de quem somos está sustentada por rotinas e papéis. Quando eles mudam, a pergunta sobre quem você é fica sem resposta pronta por um tempo.
Terceira: a expectativa de que deveria ser fácil. Como a mudança foi desejada, não há permissão social para sofrer com ela. Sem essa permissão, o desconforto não é dito, e o que não é dito costuma se organizar de outras formas.
O que costuma aparecer numa travessia
Cada pessoa atravessa de um jeito, mas alguns relatos se repetem no consultório:
- a sensação de estar no meio, sem ser mais quem era e sem ainda ser quem será;
- saudade de uma vida que você mesma decidiu deixar;
- dificuldade de tomar decisões simples, por falta de uma régua estável;
- alternância entre entusiasmo e desânimo, às vezes no mesmo dia;
- a impressão de estar atrasada em relação aos outros da mesma idade.
Nada disso indica, por si, que algo está errado. São reações a uma reorganização, e o tempo delas costuma ser mais longo do que se espera.
Qual é a diferença entre uma crise de transição e um quadro clínico?
A distinção não é sobre a intensidade do que você sente, e sim sobre a duração e o alcance.
Numa transição, o desconforto costuma estar amarrado à mudança: aparece nos assuntos ligados a ela, oscila conforme as etapas e vai se reorganizando à medida que a vida nova ganha forma.
Quando meses passam e não há reorganização, quando o sono, o apetite e a capacidade de trabalhar seguem comprometidos de forma continuada, quando você se afasta das pessoas e para de conseguir se interessar por qualquer coisa, o quadro pede avaliação. Se em algum momento surgirem pensamentos de morrer, procure ajuda imediatamente.
Vale dizer de novo: não é preciso chegar a esse ponto para procurar terapia. A maior parte das pessoas que atendo em transição não está em quadro clínico, está atravessando algo grande e prefere não fazer isso sozinha.
Como o acompanhamento ajuda a atravessar
A escuta de orientação psicanalítica coloca uma pergunta diferente da que circula fora do consultório. Em vez de perguntar como você se adapta mais rápido, ela pergunta o que essa mudança está mexendo na sua história.
Isso costuma passar por:
- Nomear a perda que existe dentro da mudança. Quando ela é reconhecida, deixa de agir por baixo.
- Investigar o que se repete. Muitas transições reeditam passagens anteriores da sua vida, e reconhecer isso muda a forma de atravessar.
- Separar o que é decisão sua do que é expectativa de outros. Em momentos de mudança, a pressão externa costuma aumentar.
- Sustentar o intervalo. Boa parte do trabalho é aguentar o período sem forma definida, sem apressar uma conclusão.
Onde acontece o atendimento
Presencialmente no consultório do Alto da Glória, em Goiânia, com vagas limitadas, e online por videochamada para todo o Brasil, conforme a Resolução CFP nº 11/2018. Para quem mudou de país, há uma página específica sobre terapia online para brasileiros no exterior.
Perguntas frequentes
O que é uma transição de vida?
É a passagem de um arranjo de vida para outro: mudar de carreira, de cidade ou de país, terminar ou começar uma relação, ver os filhos saírem de casa, se aposentar, virar mãe. O evento costuma ser rápido, e a travessia é o que vem depois.
Por que dói se foi uma mudança que eu quis?
Porque toda mudança tem uma perda dentro dela. Quando você troca de vida, perde a rotina, o lugar conhecido e uma versão de si que funcionava naquele arranjo. O fato de a mudança ser desejada não cancela essa perda, apenas torna mais difícil admiti-la.
Quando a transição vira algo que pede acompanhamento?
Quando meses se passam e a vida não se reorganiza, quando o sono, o apetite e a capacidade de trabalhar seguem comprometidos, ou quando você se afasta das pessoas de forma continuada. Ainda assim, não é preciso esperar chegar a esse ponto para procurar.
Quanto tempo dura esse acompanhamento?
Não há prazo definido. Algumas pessoas ficam alguns meses, atravessando um momento específico. Outras seguem por mais tempo. Isso é conversado ao longo do processo.
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Viviane Ferreira Pedrosa, psicóloga CRP-09/014601, Goiânia/GO. Também por e-mail: contato@vivianepedrosa.com.